Amapá
Qui, 24 de Maio de 2012 19:18

Pela terceira vez neste mês de maio de 2012 os servidores do Incra do Amapá resolveram fechar as portas e os portões do órgão no estado. Sem aceno positivo do Governo Federal quanto às reivindicações dos servidores do órgão, a categoria não tem outra alternativa AP_Foto_0083_2que não o movimento de greve.

 

Como nas paralisações anteriores, o servidor João Ayres da Silva emprestou seus dotes culinários e fez a quase tradicional feijoada da greve. Apesar de saborosa, a feijoada é simbólica, pois representa a mesmice com que o governo vem tratando os servidores da reforma agrária.

 

É sempre o mesmo “feijão-com-arroz”, a mesma “enrolação”. O Incra continua deficiente de recursos humanos. Servidores desvalorizados e desmotivados. Impassibilidade às peculiaridades dos que trabalham em zona de fronteira. Indiferença quanto a recompensar a educação continuada dos trabalhadores, que se graduaram e pós-graduaram desde que entraram no órgão.

 

O plano de carreira dos servidores do Incra não condiz com a prioridade que o governo propaga. “As atividades inerentes da autarquia joga um importante papel na erradicação da miséria no Brasil, e os trabalhadores desta instituição são os soldados nessa batalha. Merecem melhor destino. Passou da hora da nossa carreira ser sempre a mesma feijoada, que diferente da servida pelo Ayres, já está estragada e nos faz mal”, afirma Geovane Grangeiro, secretário de Juventude do SINDSEP/AP e da CUT Amapá.

 

Fonte: Cnasi Regional Norte

Qua, 16 de Maio de 2012 18:34

O INCRA no Amapá acordou de portas fechadas para o atendimento ao público nesta segunda-feira (14/05). A paralisação dos serviços compõe o calendário de luta dos servidores da autarquia definida em plenária nacional no mês passado, organizada pela Confederação Nacional AP_Foto_0044_2das Associações do INCRA – CNASI.

 

Em maio, este já é o segundo dia que a categoria para. Com o apoio do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais Civis no Amapá (SINDSEP), o conjunto dos funcionários resolveu não sair para o almoço. Fizeram uma feijoada no local de trabalho para protestarem suas condições de trabalho e a baixa remuneração.

 

Ao som de trio elétrico, os servidores lembraram a emblemática música de Geraldo Vandré, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. E neste dia 14/05, os servidores mostraram que entoam a canção em uníssono. O compromisso em continuar com a mobilização se manteve tanto para a próxima segunda-feira,AP_Foto_0046 21/05, como já para esta quinta-feira, dia 17/05.

 

Lembrando que a defasagem e desvalorização salarial é comum a vários outros órgãos, a categoria AP_Foto_0037compreendeu que é necessário aumentar os esforços na mobilização organizada pela Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (CONDSEF) para quinta-feira.

 

A indignação com o governo só aumentou quando os servidores viram publicada na manhã do dia a vergonhosa MP 568, que reajusta os salários em insignificantes 14 reais para nível superior em início de carreira, ainda para julho/2012. O pessoal de nível intermediário ficou com aumento de R$ 211, enquanto que os auxiliares, apenas com R$ 110. Sem fôlego para poetizar com Vandré, os servidores apelam ao hit do momento e parafraseiam: “Dilma, assim você nos mata”.

 

Fonte: Geovane Grangeiro – Diretor da Cnasi Região Norte, secretário de Juventude do SINDSEP-AP e da CUT
Qui, 10 de Maio de 2012 19:54

O dia sete de maio de 2012 foi intenso para os servidores do Incra do estado do Amapá. Seguindo a orientação da última Plenária Nacional da CNASI, ocorrida no dia 26 de abril, os trabalhadores do órgão aderiram à pauta de paralisações marcadas para as segundas-feiras deste mês de maio. Isso significa que ainda haverá mobilizações nos dias 14 e 21 do corrente.

 

O servidor Marcelo Gonçalves, que participou da Plenária em Brasília como delegado do INCRA do Amapá, havia reunido os servidores do regional na sexta-feira, dia 04/5, para repassar as informações trazidas da capital federal. O horizonte se mostrou bastante hostil para a categoria, na avaliação de Marcelo.

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Por compreender que o governo já chegou ao limite do descaso com a reforma agrária no País, o que é refletido na desvalorização do servidor, a base no Amapá vem se tornando cada vez mais participativa nos movimentos grevistas. Por conta disso, paralisaram as atividades do órgão no estado e enfrentaram a truculência da superintendente local, que mesmo sabendo da legitimidade do pleito dos servidores esboçou furar o dia da paralisação para atender outro pleito – o dos madeireiros.

 

Mesmo com a incompreensão dos gestores, as lideranças locais estão confiantes na força do movimento. “Sem se deixar intimidar, os servidores mantiveram-se firmes, sabendo que AP_P1010066_2a causa que defendem é maior do que a que move os destruidores da floresta amazônica. Trata-se não só de reivindicações classistas, mas de interesse do Brasil, a reforma agrária”, assegurou Geovane Grangeiro, diretor regional Norte da Cnasi.

 

No próximo dia 14 haverá nova mobilização/paralisação dos servidores do INCRA, mas também no dia 17/05, quinta-feira, terá outro dia Nacional de Luta para todos os trabalhadores do serviço público federal. Até que o governo compreenda a justa demanda dos servidores do Incra e MDA, os profissionais vão permanecer no mesmo espírito de luta – era o que diziam os participantes do movimento no Amapá.

 

O movimento no estado foi unificado, pois conta com o apoio de todas as entidades representativas dos servidores do INCRA: CNASI, SINDSEP, ASSINAGRO e ASSEMDA.

 

Fonte: Assincra/AP

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