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Em assembleia geral, realizada nesta quinta-feira (2/7), os servidores da Superintendência Regional do Incra de Belém (SR-01) rejeitaram a proposta de reajuste salarial do governo feita ao conjunto do funcionalismo público federal. Pela proposta governamental, o reajuste de 21,3% seria escalonado em 4 anos - 5,5% em 2016; 5,0% em 2017; 4,8% em 2018 e 4,5% para 2019.

A decisão dos servidores do Incra em Mato Grosso de deflagraram greve por tempo indeterminado tem ganhado destaque na imprensa do Estado e repercutido no meio político, inclusive em Brasília. Isso, porque desde o dia 1º de junho de 2015, quando se iniciou a greve, os serviços prestados pela autarquia que já vinham deficitários param de vez - o que tem irritado agricultores familiares e grandes produtores rurais.

Boletim Informativo da Associação dos Servidores do Incra no Rio de Janeiro (Assincra/RJ), do primeiro semestre de 2015 destacou em sua edição a negociação dos trabalha do serviço público com o Governo Federal.

A falta de gestão qualificada e orçamento adequado para suprir as necessidades básicas do Incra no Mato Grosso tem obrigado os dedicados servidores do Incra a pagarem por serviços de limpeza e a comprarem materiais básicos, como papel higiênico e de impressão, água potável, copo descartável, além de toner para imprimir documentos e relatórios essenciais para a autarquia no Estado.

Servidores da Superintendência Regional do Incra Belém (SR-01) vão paralisar o órgão no dia 03 de julho em repúdio ao veto da presidente Dilma ao PLV 5/2014 que propunha a reestruturação das carreiras da autarquia federal e igualava os salários do Incra aos do Ibama. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 26/06, em assembleia geral realizada na sede da regional em Belém.

Os servidores do Incra em Tocantins participaram no início do mês de abril de 2013, na capital Palmas, de reunião na qual se tratou temas de interesse da categoria no estado. Entre os temas estavam: Plenária Setorial do Incra;  Plano  Estratégico  de  Lutas;  Parecer  da  CGU/TO sobre aposentadoria; Plenária Nacional da CONDSEF; encaminhamento dos PADs e casos de assédio moral.
Confira AQUI a íntegra da reportagem, que foi publicada em destaque no Portal da Cnasi.

A Associação dos Servidores do INCRA no Estado da Paraíba – ASSINCRA/PB, caracterizada como entidade representativa dos servidores da regional do INCRA no Estado da Paraíba envia a Cnasi documento onde solicita providência imediata no sentido de não encaminhar e/ou aceitar quaisquer manifestações paralelas que não sejam as decisões ocorridas nas Assembléias Gerais realizadas pela associação.

Confira na íntegra o documento.

Representao_ASSINCRA-PB_-CNASI.pdf 

Prezados(as)

Venho atavés da presente apresentar de forma irrevogável, meu comunicado de renúncia ao cargo de Diretor Nacional da CNASI que ocupo nesta gestão.

Tal comunicado advém dos últimos encaminhamentos que redundaram na mudança das deliberações de nossa última plenária setorial do INCRA, ocorrida no dia 13 de setembro de 2012, culminando na orientação de realização de assembléias regionais através do Oficio CNASI nº 18/12, da qual considero ilegítimo, portanto inválido.

Entendo que as mudanças tanto de decisões das instâncias máximas das entidades representativas quanto ao rito do encaminhamento de tais mudanças, além de abrir perigoso precedente, infringe alguns dos maiores atributos necessários a salutar relação entre representantes e representados, quais sejam: a confiança, a coerência e a manutenção permanente de principios e valores universais que norteiam e regem as relações humanas, sobretudo nas atitudes e posturas daqueles que se predispõem e assumem papel de lideranças.

Compreendo que um dos principais princípios que antecedem ao processo de discussão e negocial entre partes que comungam dos mesmos objetivos, é, (ou deveria ser) a busca e manutenção de um relação respeitosa, de confiança e exitosa entre as partes, sob pena de anulação de uma das partes legítimas da interlocução. Ademais, o mesmo respeito impõe o entendimento da importância do amor próprio, daquela porção que mantém viva nossa auto estima e evita o sentimento de humilhação.

Lamento que neste momentos as atitudes de alguns colegas e do governo, ao esquecerem tais princípios remetem invariavelmente a transitoriedade, instabilidade e descontrole da situação ao remeter as discussões como se fossem um mero jogo de perde ganha, do salve-se quem puder e, reducionista do ponto de vista da amplitude da pauta, na qual o viés meramente econômico, político ideológico ou as disputas pelo poder acabam se sobrepondo a própria razão da existência do INCRA, enquanto braço do Estado e do seu papel frente ao atual modelo de desenvolvimento.

De outra banda poderíamos também avocar interpretações e análises sobre as posturas, atitudes e convicções dos colegas grevistas e não grevistas, no andamento dos pleitos de nossa pauta pós movimento paredista, entretanto, prefiro remetê-la como reflexão aos eventuais leitores destas linhas.

Aproveito o ensejo para externar meu agradecimento aos diversos colegas que depositaram confiança no meu trabalho e conduta, a todo o ensinamento que me propiciaram ao longo desses anos de participação, seja na imensurável relação de amizade e coleguismo, seja no trato das questões agrárias, que nos irmana, enquanto filhos desta mesma mãe terra. E também pedir desculpas pelas falhas cometidas, garanto-lhes, em que pese sujeito como qualquer um as "canhadas" da fraqueza humana, jamais agi de má fé nem alimentei e alimento mágoa e rancor a quem quer que seja.

Isto posto, continuo na luta junto daqueles que comungam dos mesmos princípios e ideais.

“ Nós não herdamos a terra de nossos país, apenas a tomamos emprestado de nossos filhos”. ditado Hindu

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

Cora Coralina (poeta de Goiás)

Decio Machado Monteiro

 

Prezad@s Combativ@s Companheir@s de Luta,

I - Cronologia dos fatos:

  1. Desde o momento que rejeitamos a proposta de tabela remunerativa apresentada pelo Governo, no último mês de agosto, por conta de sua formatação que nos colocaria com um distanciamento maior ainda das autarquias assemelhadas ao INCRA, bem como, outras contradições, a exemplo da ampliação da gratificação em relação ao vencimento básico (aumentando mais ainda a distância entre ativos e inativos) e a ampliação do já acentuado desnível entre os servidores NS, NI e NA, a CNASI vem envidando esforços junto às instâncias maiores do Governo, poderes executivo e legislativo, buscando a reabertura de negociações, bem como, com os dirigentes do INCRA e MDA.
  2. Em vista do aceno do Ministro Pepe Vargas no sentido de que poderia dar continuidade ao processo de negociação mediante a apresentação dos motivos da rejeição da proposta, porém, apenas para corrigir distorções sem qualquer acréscimo no impacto financeiro da proposta na folha de pagamento do INCRA, a CNASI e o Comando Nacional de Greve do INCRA responderam a sugestão do ministro respectivamente, emitindo os seguintes expedientes:
    1. Oficio CNASI de 04/09/2012, dirigido ao Presidente do INCRA, informando os motivos da rejeição da proposta remunerativa do Governo e solicitando audiência para tratar do assunto;
    2. Oficio CNG de 05/09/12, dirigido ao Ministro do MDA para tratar da continuidade da discussão da pauta da Categoria;
    3. Diante das dificuldades para a reabertura concreta de diálogo com o Governo a Categoria de Servidores do INCRA, por intermédio da CNASI, contou com o apoio da CONDSEF para realizar Plenária Setorial da CONDSEF, Base INCRA, para fortalecer as iniciativas em andamento, realizada no dia 13 de setembro de 2012.
    4. A Plenária deliberou por realizar todos os esforços no sentido da reabertura das negociações para dar continuidade à discussão da pauta dos Servidores do INCRA. A CONDSEF oficiou a SRT-MPOG solicitando a reabertura de negociação, sem que, até hoje, tenha tido qualquer resposta.
    5. Em consequência a CNASI continuou buscando o apoio d@s parlamentares mediante coleta de assinatura em abaixo assinado e solicitando que mantivessem contato com o Ministro Pepe Vargas para funcionar nesse processo, solicitação contida no documento submetido à anuência d@s parlamentares.
    6. Dezenas de visitas a divers@s parlamentares que nos acompanham nesta luta foram realizadas e continuam sendo realizadas. Dezenas de assinaturas foram colhidas.
    7. Entre uma assinatura e outra recebíamos informes desanimadores de que o Governo não reabriria negociação com a Categoria de Servidores do INCRA, não por falta de vontade, mas pelos seguintes motivos:
      1. Ao reabrir negociação com os Servidores do INCRA abriria precedente para as demais categorias que rejeitaram propostas salariais e iriam exigir o mesmo tratamento;
      2. A categoria ao rejeitar a proposta, mesmo sob justificados motivos, a rejeitou num momento em que não existia mais prazo para dar prosseguimento nas negociações;
      3. O Governo alega que cumpriu com acordo feito com a Categoria no decorrer das negociações de dar tratamento diferenciado a área Agrária, a exemplo do procedimento feito com as áreas Ambiental e Educacional, ao fazer sucessivas alterações de impacto na folha de pagamento, saindo do critério linear correspondente ao valor de R$104milhões, chegando ao valor de impacto de 154milhões, última proposta apresentada pelo Governo;
      4. 93% dos servidores públicos federais assinaram acordo com o Governo aceitando o reajuste linear de 15,86%, o que o deixou numa situação de bastante conforto, ante àqueles que rejeitaram as propostas, para impor suas condicionantes.
      5. Algumas conversas, em meio às visitas aos parlamentares, foram feitas entre as entidades representativas da categoria e a direção do INCRA, bem como, conversas entre parlamentares e a SRT-MPOG.
      6. Em uma das visitas da CNASI a Câmara Federal, especificamente na Comissão de Agricultura, companheiros parlamentares fizeram consulta a SRT-MPOG, insistindo no pedido de reabertura de negociação e a resposta foi a mesma de sempre, com os mesmos argumentos, os constantes das letras a, b, c e d, do parágrafo 7.

10.          Na última conversa que a CNASI teve com o Presidente do INCRA, além da proposta do Presidente de realizar uma Teleconferência organizada com a participação das representações dos servidores do INCRA para discutir a Autarquia, o mesmo, ao recepcionar o abaixo assinado subscrito por divers@s parlamentares, nos informou que todos os Ministros do Governo cujas categorias de servidores rejeitaram as derradeiras propostas remunerativas apresentadas estavam impedidos de solicitar ao Ministério do Planejamento tal procedimento, registrando os mesmos motivos citados. Porém, acrescentou que o Presidente do INCRA e o Ministro do MDA apoiariam os servidores caso @s parlamentares conseguissem sensibilizar o Governo para reabrir negociações.

11.          No dia 17/10/2012 a CNASI esteve novamente no Congresso Nacional e mais uma vez foi informada da impossibilidade do Governo nos atender, registraram que a forma de reabrir o diálogo com o Governo seria retomar o processo onde paramos e amarrar compromissos entre Governo e Categoria no momento da discussão do Termo de Acordo.

12.          Além dos fatos aqui relatados os servidores estão se mobilizando junto às suas entidades locais reafirmando a necessidade de abrir diálogo com o Governo e rediscutir com tranquilidade a última proposta apresentada pelo Governo e rejeitada pela categoria.

II - Conclusão:

1. Existe, hoje, significativo sentimento quanto a ser equivocado trocar os reajustes conquistados pela mobilização organizada durante um período de mais de um ano pelas entidades e servidores, incluindo aí os setenta dias de greve e desgaste de todos e tod@s que participaram de corpo e alma dessa brilhante luta.

2. O Ofício CNASI Nº 18/2012, apenas garante o livre direito inalienável de manifestação de nossas bases, para jamais ter o sentimento, no futuro, de ter trocado vitória por derrota.

Grande abraço,

Brasília (DF), 20 de outubro de 2012.

 

Joaquim Rodrigues dos Santos Filho

Servidor do INCRA

Diretor Nacional da CNASI

Em anexo segue tabela com acompanhamento de assinatura de parlamentares:

Acompanhamento_de_assinatura_deputados.pdf 

Sex, 19 de Outubro de 2012 12:58

ESCLARECIMENTO OFICIO CONSULTA AS BASES

Escrito por Greve Incra e MDA 2012

Com vistas a esclarecer o oficio consulta as bases nao assinado encaminhado e publicado no sitio da CNASI, venho expor

Este documento foi produzido por um grupo de diretores da cnasi em brasilia, esclareço que nao participei desta atitude emanada de Brasilia, e embora, faça parte da direçao da CNASI, em nenhum momento fui consultada sobre o respectivo documento, embora tenha falado por duas vezes no telefone com o diretor Reginaldo, e o mesmo nao citou nenhum movimento nesse sentido.

Mantenho minha posiçao de encaminhar o que a ultima Plenaria dos servidores do INCRA deliberou, e somente aceito qualquer outra movimentaçao diferenciada se for deliberaçao de outra plenária, instancia superior a qualquer diretoria.

Rosane Rodrigues da Silva

Diretora Suplente Nacional da CNASI

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