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Greve por tempo indeterminado para pressionar o governo a negociar melhorias salariais e prestar um serviço público de qualidade foi a decisão dos servidores das tres superintendências regionais (SR) do Incra no Pará em assembléias realizadas, nesta segunda-feira (06), em Belém, Marabá e Santarém. As SRs de Belém (SR-01) e Marabá (SR-27) decidiram pela greve a partir do dia 10 de julho de 2015, enquanto a superintendência de Santarém vai aderir ao movimento paredista a partir do dia 22, acompanhando indicativo da Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condsef). 

Servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) paralisaram suas atividades na manhã desta quinta-feira (7/7) em todo o País em reivindicação a reajuste salarial. A paralisação também ocorreu em Palmas (TO) e durou até a assembleia geral da categoria realizada às 11 horas, onde ficou deliberado por não aceitar a proposta de 5,5% em 2016, ou seja, a proposta apresentada pelo governo de 21,3% em 4 anos. Além disso, foi aprovado o indicativo de greve para o dia 22 deste mês.

Em assembleia geral, realizada nesta quinta-feira (2/7), os servidores da Superintendência Regional do Incra de Belém (SR-01) rejeitaram a proposta de reajuste salarial do governo feita ao conjunto do funcionalismo público federal. Pela proposta governamental, o reajuste de 21,3% seria escalonado em 4 anos - 5,5% em 2016; 5,0% em 2017; 4,8% em 2018 e 4,5% para 2019.

A decisão dos servidores do Incra em Mato Grosso de deflagraram greve por tempo indeterminado tem ganhado destaque na imprensa do Estado e repercutido no meio político, inclusive em Brasília. Isso, porque desde o dia 1º de junho de 2015, quando se iniciou a greve, os serviços prestados pela autarquia que já vinham deficitários param de vez - o que tem irritado agricultores familiares e grandes produtores rurais.

Boletim Informativo da Associação dos Servidores do Incra no Rio de Janeiro (Assincra/RJ), do primeiro semestre de 2015 destacou em sua edição a negociação dos trabalha do serviço público com o Governo Federal.

A falta de gestão qualificada e orçamento adequado para suprir as necessidades básicas do Incra no Mato Grosso tem obrigado os dedicados servidores do Incra a pagarem por serviços de limpeza e a comprarem materiais básicos, como papel higiênico e de impressão, água potável, copo descartável, além de toner para imprimir documentos e relatórios essenciais para a autarquia no Estado.

Servidores da Superintendência Regional do Incra Belém (SR-01) vão paralisar o órgão no dia 03 de julho em repúdio ao veto da presidente Dilma ao PLV 5/2014 que propunha a reestruturação das carreiras da autarquia federal e igualava os salários do Incra aos do Ibama. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 26/06, em assembleia geral realizada na sede da regional em Belém.

Os servidores do Incra em Tocantins participaram no início do mês de abril de 2013, na capital Palmas, de reunião na qual se tratou temas de interesse da categoria no estado. Entre os temas estavam: Plenária Setorial do Incra;  Plano  Estratégico  de  Lutas;  Parecer  da  CGU/TO sobre aposentadoria; Plenária Nacional da CONDSEF; encaminhamento dos PADs e casos de assédio moral.
Confira AQUI a íntegra da reportagem, que foi publicada em destaque no Portal da Cnasi.

A Associação dos Servidores do INCRA no Estado da Paraíba – ASSINCRA/PB, caracterizada como entidade representativa dos servidores da regional do INCRA no Estado da Paraíba envia a Cnasi documento onde solicita providência imediata no sentido de não encaminhar e/ou aceitar quaisquer manifestações paralelas que não sejam as decisões ocorridas nas Assembléias Gerais realizadas pela associação.

Confira na íntegra o documento.

Representao_ASSINCRA-PB_-CNASI.pdf 

Prezados(as)

Venho atavés da presente apresentar de forma irrevogável, meu comunicado de renúncia ao cargo de Diretor Nacional da CNASI que ocupo nesta gestão.

Tal comunicado advém dos últimos encaminhamentos que redundaram na mudança das deliberações de nossa última plenária setorial do INCRA, ocorrida no dia 13 de setembro de 2012, culminando na orientação de realização de assembléias regionais através do Oficio CNASI nº 18/12, da qual considero ilegítimo, portanto inválido.

Entendo que as mudanças tanto de decisões das instâncias máximas das entidades representativas quanto ao rito do encaminhamento de tais mudanças, além de abrir perigoso precedente, infringe alguns dos maiores atributos necessários a salutar relação entre representantes e representados, quais sejam: a confiança, a coerência e a manutenção permanente de principios e valores universais que norteiam e regem as relações humanas, sobretudo nas atitudes e posturas daqueles que se predispõem e assumem papel de lideranças.

Compreendo que um dos principais princípios que antecedem ao processo de discussão e negocial entre partes que comungam dos mesmos objetivos, é, (ou deveria ser) a busca e manutenção de um relação respeitosa, de confiança e exitosa entre as partes, sob pena de anulação de uma das partes legítimas da interlocução. Ademais, o mesmo respeito impõe o entendimento da importância do amor próprio, daquela porção que mantém viva nossa auto estima e evita o sentimento de humilhação.

Lamento que neste momentos as atitudes de alguns colegas e do governo, ao esquecerem tais princípios remetem invariavelmente a transitoriedade, instabilidade e descontrole da situação ao remeter as discussões como se fossem um mero jogo de perde ganha, do salve-se quem puder e, reducionista do ponto de vista da amplitude da pauta, na qual o viés meramente econômico, político ideológico ou as disputas pelo poder acabam se sobrepondo a própria razão da existência do INCRA, enquanto braço do Estado e do seu papel frente ao atual modelo de desenvolvimento.

De outra banda poderíamos também avocar interpretações e análises sobre as posturas, atitudes e convicções dos colegas grevistas e não grevistas, no andamento dos pleitos de nossa pauta pós movimento paredista, entretanto, prefiro remetê-la como reflexão aos eventuais leitores destas linhas.

Aproveito o ensejo para externar meu agradecimento aos diversos colegas que depositaram confiança no meu trabalho e conduta, a todo o ensinamento que me propiciaram ao longo desses anos de participação, seja na imensurável relação de amizade e coleguismo, seja no trato das questões agrárias, que nos irmana, enquanto filhos desta mesma mãe terra. E também pedir desculpas pelas falhas cometidas, garanto-lhes, em que pese sujeito como qualquer um as "canhadas" da fraqueza humana, jamais agi de má fé nem alimentei e alimento mágoa e rancor a quem quer que seja.

Isto posto, continuo na luta junto daqueles que comungam dos mesmos princípios e ideais.

“ Nós não herdamos a terra de nossos país, apenas a tomamos emprestado de nossos filhos”. ditado Hindu

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

Cora Coralina (poeta de Goiás)

Decio Machado Monteiro

 

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